1. DIA DE GRAÇA 3:11
  2. O PAGODE 2:56
  3. PRECE AO SOL 2:56
  4. SAMBA DA ANTIGA 2:26
  5. SORRISO ANTIGO 3:52
  6. A VOLTA 2:08
  7. VIVER 3:00
  8. PAIXÃO SEGUNDO EU 2:13
  9. OUTRO RECADO 3:21
  10. CHOREI, CHOREI 2:40
  11. COISAS BANAIS 2:21
  12. ILUSÃO PERDIDA 3:00

CANDEIA CANDEIA (1970)

2 jan., 2016 | Álbuns, Candeia | 0 Comentários

DIA DE GRAÇA
Candeia

O PAGODE
Candeia

PRECE AO SOL
Candeia

SAMBA DA ANTIGA
Candeia

SORRISO ANTIGO
Candeia/Aldacy

A VOLTA
Candeia

VIVER
Candeia

PAIXÃO SEGUNDO EU
Candeia

OUTRO RECADO
Candeia/Otto Enrique Trepte (*Casquinha)

CHOREI, CHOREI
Candeia

COISAS BANAIS
Candeia/Paulinho da Viola

ILUSÃO PERDIDA
Candeia/Otto Enrique Trepte (*Casquinha)

‘CANDEIA’ é o primeiro álbum de estúdio do sambista carioca Candeia. Foi lançado em 1970 pela gravadora Equipe, com produção de Norival Reis. Participaram do disco as Pastoras: Isa/Yara/Terezinha/Deoclécia. Bem como os músicos: Jorge/William (violão); Osmar (cavaquinho); Marçal/Geraldo/Raul Marques/Elizeu/Claudio/Edgard/Pedro (ritmo); Raulzinho (trombone). A capa do LP traz um jogo com as palavras “autêntico”, “samba”, “original”, “melodia”, “Portela”, “Brasil” e “poesia”, que formam o nome do sambista. Foi relançado em 1975 com o nome de ‘SAMBA DA ANTIGA’.

“Rua Albano, 58 Jacarepaguá

A gente chega, tá chegando, vai se envolvendo naquela atmosfera que uma roda-de-samba possui.

E entre um limão e outro vamos ouvindo de ‘mestre’ Candeia suas composições. Adquirindo aquela sombra musical que vai nos acompanhar por longos tempos. Porque o que este homem cria tem a facilidade de permanecer conosco, não só por ser algo de muito bacana musicalmente, mas também pelo alto valor poético de suas letras.

A história de minha admiração pelas suas composições teve seu princípio em um ensaio da Portela. Lembro-me da Quadra de Ensaios cheia, Passistas e Pastoras cantavam empolgados um samba que em certa parte dizia:
“♫ – Mas repercutiu profundamente em meu subconsciente/ Pois não podia ficar assim. “
subconsciente, vejam vocês!

Aquilo soara diferente como letra, e mais bonito ainda, conjugada com a melodia. A pergunta se impunha, de quem é esse samba? De Candeia e Casquinha disseram. Daí pra frente vi sempre o nome de Candeia, ás vezes ligado, ás vezes isolado de outros compositores em músicas. Todas, sem favor nenhum, muito legais e fiquei sabendo mais: Autor de nada mais nada menos que Sambas-Enredo que a Portela levou para Avenida enquanto colecionava títulos sobre títulos. Tivera em Elizeth a porta-voz de ‘MINHAS MADRUGADAS’ esta com parceria de Paulinho da Viola.

Atravéz de seus pagodes criou-se nossa amizade com a minha sempre crescente admiração pela sua obra. Vi feliz que as minhas impressões eram perfeitamente identificadas com todos os que tomavam conhecimento da bagagem musical deste sambista.

A prova maior da intensa comunicação que ele exerce se deu no último “Festival Fluminense da Canção”, onde ‘A FLOR E O SAMBA’ defendida pelo “compadre” Martinho da Vila, alcançou o 2° lugar num resultado que não agradou ao público presente que a elegeu sua favorita. Pois bem aí esta para provar não só a todos os seguidores da nossa arte popular, mas também para os apreciadores da boa música, que o samba se mantém vivo, bem vivo, e tendo agora um dos seus momentos mais brilhantes e nisto tudo um último pedido:
Luz, muita luz, que aí vem Candeia
(*encarte do LP)

LP / 12 faixas / 33 min / Equipe

 

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