Escolas de Samba Enredos – Mangueira 1993, LP - Sony Music

Escolas de Samba Enredos - Mangueira // 1993, LP - Sony Music

Gravada em novembro de 1993 e lançada no início de 1994, a Sony/Columbia reuniu as dez agremiações mais tradicionais do Rio de Janeiro, na intenção de regravar os melhores sambas de enredo de cada escola.

No final de 1993, o gaitista e produtor Rildo Hora foi convidado pela gravadora para conduzir a gravação dessa coletânea que traria os sambas-enredo de dez escolas de samba do Carnaval carioca. Cada uma das escolas teria dez importantes enredos sobre a sua história reinterpretados por nomes da música brasileira e por personagens de cada agremiação. […]

O trabalho, realizado pelo consagrado produtor Rildo Hora, é extraordinário. A coletânea é uma verdadeira pérola para sambistas e sambeiros. Para a nossa felicidade, ela foi relançada recentemente e é possível encontrar estes CD’s em algumas lojas pelo Brasil.

Mangueira

Uma pena que Jamelão não tenha participado do disco. Segundo o próprio Rildo informou, Jamelão foi convidado mas como estava lançando seu disco naquela época, preferiu não participar. Por isso, artistas ligados à Mangueira como Beth Carvalho, Leci Brandão e Ivo Meirelles marcam presença, além dos intérpretes Jurandir e Dirceu.

Sobre o disco, Ivo Meirelles, surpreende positivamente em ‘Cântico à Natureza‘ com uma segura interpretação para este samba-enredo para lá de lírico. Leci Brandão também aparece muito bem, principalmente em ‘O Grande Presidente‘. Jurandir não compromete. Mas, se Jamelão gravasse as faixas, o disco da Mangueira teria mais impacto e emocionaria mais, embora com esses cinco cantores não deixe de causar semelhante efeito.

Sobre o repertório, foi muito bem escolhido. Só acho que poderiam reservar espaço para Samba, ‘Festa de um Povo’ (1968) e ‘Verde Que te Quero Rosa’ (1983). Não me importaria também se ‘Mercadores e Suas Tradições’ (1969), ‘Carnaval dos Carnavais’ (1972), ‘As Mil e Uma Noites Cariocas’ (1982) e ‘Deu a Louca no Barroco’ (1990) figurassem na seleção. Mas como eu citei, muitos sambas bons ficaram de fora devido à falta de espaço.

Indo para os dias de hoje, o mesmo aconteceria com ‘Atrás da Verde-e-Rosa…’ (1994), ‘O Século do Samba’ (1999), ‘Dom Obá’ (2000) e ‘Nordeste’ (2002): seria difícil também arrumar lugar para estes. Não é possível tirar nenhum dos dez sambas do disco mangueirense. A verde-e-rosa possui muitas obras-primas.

FAIXAS:

A1. O Mundo Encantado de Monteiro Lobato (1967)
Darcy/Batista/Luis
p/ Beth Carvalho

A2. Caymmi Mostra ao Mundo o Que a Bahia e a Mangueira Tem (1986)
Ivo Meirelles/Paulinho/Lula
p/ Ivo Meirelles

A3. Recordações do Rio Antigo (1961)
Hélio Turco/Cícero/Pelado
p/ Jurandir

O Reino das Palavras – Carlos Drumond (1987)
Rody/Verinha/Bira do Ponto
p/ Jurandir

A4. Imagens Poéticas de Jorge de Lima (1975)
Tolito/Mosar/Delson
p/ Dirceu da Mangueira

No Reino da Mãe do Ouro (1976)
Tolito/Rubens da Mangueira
p/ Dirceu da Mangueira

A5. O Grande Presidente (1956)
Padeirinho
p/ Leci Brandão


B1. Casa Grande e Senzala (1962)
Jorge Zagaia/Comprido/Leléo
p/ Leci Brandão

B2. 100 Anos de Liberdade, Realidade ou Ilusão? (1988)
Hélio Turco/Jurandir/Alvinho
p/ Beth Carvalho

B3.- Lendas do Abaeté (1973)
Jajá/Preto Rico/Manoel
p/ Dirceu da Mangueira

B4. Yes, Nós Temos Braguinha (1984)
Jurandir/Hélio Turco/Comprido/Arroz/Jajá
p/ Jurandir

B5. Cântico à Natureza (1955)
Nelson Sargento/Alfredo Português/José Bispo
p/ Ivo Meirelles

P.S. áudio playlist formato mp3/320Kbps

P.S. foto topo: Mestre-Sala e Porta-Bandeira da Mangueira, Raphael e Squel, se apresentam em 2014 Foto: Fabio Seixo / O Globo

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