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os Meninos do Rio – 2000

20 mar, 2017 | Álbuns | 0 Comentários

Bem antes de haver escolas de samba, já havia o samba em suas múltiplas formas. E foram poetas e músicos do samba que criaram as primeiras agremiações. Estudando, pois, a gênese das escolas vamos ver à frente delas sempre um compositor, como o foram Ismael, Paulo da Portela, Cartola, Antenor Gargalhada e Mano Elói – para só falar nos cinco principais núcleos históricos, constituídos por Estácio, Osvaldo Cruz, Mangueira, Salgueiro e Serrinha.
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Carioca Discos – CD001, CD
por.: Marcelo Oliveira

Desses primeiros tempos até ali pelo final dos anos 60, nascia e se espalhava pela cidade – muitas vezes de boca em boca, sem o apoio do rádio nem do disco – um repertório primoroso, composto de sambas de terreiro, sambas-enredo, partidos e batucadas que, de repente, não se ouviu mais. Ao invés dele, o rádio e o disco passaram a veicular apenas a mediocridade e a banalização, o samba-enredo igualzinho àquele outro do ano passado, com a mesma poética egocêntrica do “viajei”, “naveguei” — sintomaticamente, sempre na primeira pessoa.

Pois bem: o disco que o leitor destas linhas agora tem em mãos é um resgate do bom samba das escolas. Ele reúne alguns dos maiores compositores desse universo em todos os tempos, a maior parte deles muito menos conhecidos que sua obra. Obra essa banida dos terreiros (hoje, “quadras”) e da avenida que eles próprios ajudaram a pavimentar. Mas que certamente encontra eco nos corações sensíveis de todas as idades. Principalmente naqueles ouvidos afeitos à boa música, tenha ela a cor, a condição social e a idade que tiver. E boa, para mim, é música universal e atemporal, como a destes “meninos do Rio”.

Nei Lopes

Um objetivo deste CD é fazer com que os autores interpretem suas próprias obras, tentando apresentar, assim, ao grande público o compositor daquele samba que ele costuma cantar sem se dar conta de quem é seu autor e sem saber, também, que este possui outras pérolas em seu repertório. Por exemplo: não há quem não conheça o samba “Tristeza“. Mas quantos conhecem seu autor? Quem sabe que ele – Niltinho Tristeza – é autor de “Liberdade, Liberdade“, samba campeão do carnaval pela Imperatriz Leopoldinense?

Os meninos do Rio – Aluizio Machado, Baianinho, Dauro do Salgueiro, Dona Ivone Lara, Elton Medeiros, Jair do Cavaquinho, Jurandir da Mangueira, Luiz Grande, Monarco, Nelson Sargento, Niltinho Tristeza, Nilton Campolino.

Muito se tem dito que o Brasil é um país sem memória. Evidentemente, o que se quer dizer com isso é que, embora lembremos com reverência de grandes personalidades e talentosos criadores, não existe (ou parece não existir) a preocupação de se materializar tal reverência, de registrar de alguma forma os feitos ou as manifestações artísticas de tais criadores.

Isso é muito comum no campo da música popular que, por força de modismos e de um interesse comercial imediato, acaba por colocar no ostracismo e no esquecimento alguns de nossos maiores talentos, responsáveis pela construção de um dos bens mais preciosos e característicos deste país: o samba.

O que se ouve atualmente como samba é, na realidade, um mero pastiche deste que é o mais popular gênero de música popular do Brasil. Os verdadeiros criadores do samba, salvo raríssimas e nobres exceções, encontram-se praticamente esquecidos do grande público, embora sejam sempre reverenciados por aqueles que se preocupam em cultivar este gênero.

E o objetivo precípuo deste projeto é exatamente registrar, ao menos, um pouco da obra destes grandes compositores na sua própria voz, mostrando às novas gerações as verdadeiras raízes do samba de maneira digna, elegante e com todo o cuidado artístico e técnico que merecem estes artistas.

Evidentemente, são muitas as dificuldades para se gravar um disco, que depende, fundamentalmente, de dinheiro. Porque há que se pagar estúdios, músicos, técnicos, arranjadores e, no caso de se pretender a gravação de um disco de qualidade, estes elementos serão, naturalmente, mais dispendiosos. Mas, felizmente, há pessoas interessadas na preservação do gênero que é a matriz da musica brasileira, dispostas a colaborar para que se tenha, enfim, um produto representativo do verdadeiro samba.

Quatro “malucos” cariocas – os músicos Cláudio Jorge, Wanderson Martins e Marcelinho Moreira e o produtor Paulinho Albuquerque – resolveram formalizar este trabalho, constituindo um selo, apropriadamente chamado Carioca Discos, voltado para a produção de discos que focalizem a música produzida nesta cidade, particularmente o samba. Outros adoráveis “malucos” como músicos, arranjadores e coristas se juntaram a eles nesta empreitada, gravando sem cobrar um só centavo. E o Discover Studio, na pessoa de Guilherme Reis, colocou graciosamente tempo e instalações deste que é um dos melhores estúdios do país, à disposição para o pontapé inicial do novo selo, o que permitiu a gravação dos discos Coisa De Chefe, do artista Cláudio Jorge e – Os Meninos Do Rio – , que junta doze dos maiores criadores do samba carioca e que aqui focalizamos.

Algumas tentativas de exposição do trabalho das “Velhas Guardas” das escolas de samba do Rio de Janeiro têm sido feitas, mas todas elas setorizadas, isto é, tais trabalhos reúnem compositores de determinadas agremiações, como a Velha Guarda da Portela, Velha Guarda da Mangueira, Velha Guarda do Salgueiro, e assim por diante. Claro que são todos trabalhos bastante louváveis, e que devem ter prosseguimento. No entanto, o objetivo do presente disco é reunir representantes de diferentes agremiações, até porque, em alguns casos, são poucos os remanescentes de alguma delas, o que dificultaria a sua reunião num disco. Outro objetivo deste CD é fazer com que os autores interpretem suas próprias obras, tentando apresentar, assim, ao grande público o compositor daquele samba que ele costuma cantar sem se dar conta de quem é seu autor e sem saber, também, que este possui outras pérolas em seu repertório.

Já era hora de se prestar a devida homenagem a estes grandes sambistas, responsáveis por uma riquíssima fatia cultural produzida no Rio de Janeiro.

Outra vantagem deste projeto é que ele é inteiramente aberto: são “meninos do Rio”, além desses, todos os grandes compositores das escolas de samba, que ajudaram a construir e solidificar este gênero e mostram que continuam em plena atividade, cantando e compondo como meninos. Meninos do Rio. E estes meninos são: Nelson Sargento e Jurandir da Mangueira (Mangueira); Élton Medeiros (Aprendizes de Lucas); Dona Ivone Lara, Aluizio Machado e Campolino (Império Serrano); Dauro do Salgueiro (Salgueiro); Baianinho (Em Cima da Hora); Luiz Grande e Niltinho Tristeza (Imperatriz Leopoldinense); Monarco e Jair do Cavaquinho (Portela).

Registre-se que logo após o lançamento oficioso do disco, num espetáculo reunindo esses “meninos”, um deles – o grande Campolino, do Império Serrano – faleceu, deixando um repertório de sambas antológicos, dois deles incluídos neste CD.

O disco tem produção de Paulinho Albuquerque, arranjos de Cláudio Jorge e Wanderson Martins, produção executiva de Marcelinho Moreira e Ovídio Brito, e contou com os seguintes músicos: Carlinhos Sete Cordas (violão 7); Cláudio Jorge (violão 6); Wanderson Martins (cavaco); Gordinho (surdo); Marcelinho Moreira, Ovídio Brito e Armando Marçal (percussão) e um coro formado por Analimar, Mart’nalia, Ary Bispo, Copacabana, Jurema de Cândia, Viviane Godói, Marcelinho Moreira, Ovídio Brito.

Aluízio Machado

Aluizio Machado

Assim como Jurandir da Mangueira, nasceu em Campos, RJ, em 1939, mas veio para o Rio bem jovem.
Compositor da escola de samba Império Serrano, é autor de sete sambas-enredo com que a agremiação desfilou nas décadas de 1980 e 90, entre os quais o antológico “Bumbum Praticumbum Prugurundum“, campeoníssimo do carnaval de 1982, composto em parceria com Beto Sem Braço. No disco, tem registros importantes nas vozes de Beth Carvalho, Martinho da Vila, Zeca Pagodinho e outros intérpretes.

Baianinho

Baianinho

Na carteira de identidade Eládio Gomes do Santos, nasceu em Salvador, Bahia, em 1936 mas veio para o subúrbio carioca de Cavalcante com 10 anos de idade. Clarinetista da banda da escola onde estudou, em 1959 participou da fundação da escola de samba Em Cima da Hora . Compositor e cantor de timbre personalíssimo, é autor dos sambas-enredo com que sua escola desfilou nos anos de 1983, 1964 e 1973. E a partir de 1971, com o sucesso de “Ê Baiana” na voz de Clara Nunes, passou a apresentar-se em palcos importantes como o do Teatro Opinião.

Dauro do Salgueiro

Dauro do Salgueiro

Carioca da Tijuca, onde veio à luz em 1935. Melodista inspirado, é autor de grandes sambas, ainda inéditos, que animaram o terreiro salgueirense nos anos 60. Em 1975 foi um dos autores de “As Minas Do Rei Salomão“, samba-enredo com que sua escola conquistou o primeiro lugar no desfile principal. Em disco, assina vários sambas em parceria com Nei Lopes, gravados principalmente na voz inconfundível de Alcione.

Dona Ivone Lara

Dona Ivone Lara

A primeira dama do samba pertence a uma das famílias fundadoras do Império Serrano, escola em que integrou a ala das baianas e para a qual compôs, em parceria assinada por Silas de Oliveira e Bacalhau, o samba-enredo de 1965 “Cinco Bailes Da História Do Rio“. Fora do âmbito das escolas, tornou-se conhecida a partir de 1974, com a gravação de um de seus sambas pela cantora Cristina Buarque. Em parceria com Delcio Carvalho, tem sambas de grande sucesso como “Sonho Meu“, gravado por Maria Bethânia; “Alvorecer“, por Clara Nunes; “Acreditar“, por Roberto Ribeiro, etc. , além de outros registros fonográficos em sua própria voz. Nascida em 1922, é, a exemplo de “Ma” Rainey, nos Estados Unidos, a única artista brasileira em todos os tempos a receber o tratamento reverente de “Dona”.

Elton Medeiros

Elton Medeiros

Nascido “Elto”, em 1930, é um dos grandes nomes do samba e um dos primeiros compositores desse segmento a cruzar, através de parcerias muito bem sucedidas, a fronteira que discutivelmente o separa da chamada “MPB”. Egresso da escola de samba Aprendizes de Lucas, ganhou visibilidade em 1965, no espetáculo “Rosa de Ouro“. Com formação teórica e ligado ao choro, é um dos parceiros mais constantes de Paulinho da Viola, como foi também de Zé Keti, com o qual compôs pérolas como o antológico “Mascarada“, de 1964.

Jair do Cavaquinho

Jair do Cavaquinho

Nome artístico de Jair de Araújo Costa, nascido em 1922, é um dos grandes nomes da Portela, para a qual compôs o samba-enredo de 1969, tornando-se conhecido ao participar do espetáculo “Rosa de Ouro“, estrelado por Clementina de Jesus e Araci Cortes, em 1965. Por essa época, foi um dos destaques do conjunto “A Voz do Morro”, liderado por Zé Keti. Parceiro de Nelson Cavaquinho e hoje integrante do prestigioso conjunto da Velha Guarda de sua escola, antes de ser ” do Cavaquinho” foi “Jair do Tamborim”, pelo instrumento que tocava na “Tabajara”, como era então conhecida a bateria da Portela.

Jurandir da Mangueira

Jurandir da Mangueira

Jurandir Pereira da Silva, nasceu em Campos, RJ, em 1939, mas é radicado no Rio desde menino. Membro da Ala dos Compositores da Mangueira e cantor de voz privilegiada, é co-autor, em parcerias com Hélio Turco e Comprido, entre outros, principalmente dos sambas-enredo mangueirenses de 1969, 1971, 1978, 1984 e 1988, este o antológico “Cem Anos De Liberdade: Realidade Ou Ilusão?“.

Luiz Grande

Luiz Grande

Carioca de 1946, é compositor da Imperatriz Leopoldinense e um dos grandes estilistas do samba. Seu jeito peculiar de compor, com ênfase no sincopado, está presente em antológicas gravações de João Nogueira, como “Maria Rita (1978), “A Força Do Samba” (1980) e “Malandro 100” (1986).
Em parceria com Barbeirinho do Jacarezinho e Marcos Diniz (o famoso Trio Calafrio, batizado por Zeca Pagodinho), tem também vasta e bem humorada obra, centrada no cotidiano das favelas, do subúrbio e da Baixada Fluminense.

Monarco

Monarco

(De “Monarca”, por conta de uma fantasia de rei que vestiu na infância) é apelido e nome artístico de Hildemar Diniz, ex-contínuo, guardador de carros e feirante, nascido em 1933. Compositor, cantor, cavaquinista e autor de um enredo sobre Geraldo Pereira, escrito para a escola de samba Unidos do Jacarezinho, foi, durante algum tempo, o mais jovem integrante do conjunto musical da Velha Guarda da Portela, do qual se tornou líder após a morte de Manacéa, em 1995.
Com obra gravada em disco a partir de 1957, é autor de sambas registrados por Martinho da Vila, Clara Nunes, Beth Carvalho, Zeca Pagodinho e outros intérpretes de renome. Em sua grave e aveludada voz, tem vários registros solo, em LPs e CDs, alguns deles lançados no Japão.
É pai do cantor, compositor e instrumentista Mauro Diniz, artista de grande conceito, surgido em meados da década de 80 e de Marcos Diniz, integrante do chamado Trio Calafrio, ao lado de Luiz Grande e Barbeirinho do Jacarezinho..

Nelson Sargento

Nelson Sargento

Apelido e nome artístico de Nelson Matos, é sambista e artista plástico. Nascido em 1924, faz parte da galeria da ala de compositores da Mangueira.
Seu primeiro grande êxito foi o samba-enredo “Cântico Á Natureza” que compôs com seu padrasto Alfredo Português, e com o qual sua agremiação desfilou em 1955. Dez anos depois, estreou em teatro integrando, com Paulinho da Viola, Elton Medeiros, Jair do Cavaquinho e Anescarzinho do Salgueiro, o grupo vocal-instrumental acompanhante de Clementina de Jesus e Araci Cortes no espetáculo “Rosa de Ouro“.
A partir dos anos 80, tornou-se um dos sambistas mais prestigiados pela mídia, principalmente através dos discos que grava, dos shows que faz, das participações em filmes, do curta metragem sobre sua vida lançado em 1997 no Festival de Gramado e das telas que produz, pintor nato que é.

Niltinho Trizteza

Niltinho Trizteza

Nascido em 1936, ganhou seu nome artístico (o civil é Nilton de Souza) por conta de um sucesso que chegou aos 30 anos de idade. Seu samba “Tristeza“, uma das músicas brasileiras mais regravadas e conhecidas em todo o mundo, foi “copidescado” pelo experiente Haroldo Lobo – que lhe reduziu o tamanho e fez algumas outras alterações – para tornar-se o grande sucesso do carnaval de 1966, na voz de Ari Cordovil.
Niltinho faz parte da Ala dos Compositores da Imperatriz Leopoldinense, para a qual compôs, também com grande êxito, o samba-enredo “Liberdade, Liberdade“, campeão de 1989.

Nilton Campolino

Nilton Campolino

Nascido em 1930, fez parte da Velha Guarda do Império Serrano. Jongueiro e curimbeiro, integrou também o G.R.A.N.E.S Quilombo, fundado por Candeia em 1975. Partideiro respeitado, em 1977, gravou em dupla com o legendário Aniceto do Império, o LP – O partido alto de Aniceto e Campolino – .
Nos últimos anos, seus sambas foram gravados principalmente por Zeca Pagodinho. Faleceu em 2001, pouco tempo após a gravação do disco Os Meninos do Rio.

  1. 100 ANOS DE LIBERDADE, REALIDADE OU ILUSÃO (Hélio Turco-Jurandir da Mangueira-Alvinho)
    O SABER POÉTICO DA LITERATURA DE CORDEL (Baianinho)
    OS CINCO BAILES DA HISTÓRIA DO RIO (Silas de Oliveira-Dona Ivone Lara-Bacalhau)
    C/ Jurandir-Baianinho-Dona Ivone Lara
  2. PECADORA (Jair do Cavaquinho-Joãozinho da Pecadora)
    COLETE CURTO (Tio Hélio-Nilton Campolino)
    REMANDO CONTRA A MARÉ (Dauro do Salgueiro-Nei Lopes)
    FALANDO DO ERÊ (Arlindo Cruz-Jorge Carioca-Aluízio Machado)
    C/ Jair do Cavaquinho-Nilton Campolino-Dauro do Salgueiro-Aluízio Machado
  3. MARIA RITA (Luiz Grande)
    O SOL NASCERÁ (Cartola-Élton Medeiros)
    MENINO DE 47 (Nilton Campolino)
    C/ Luiz Grande-Élton Medeiros-Nilton Campolino
  4. CHINELO NOVO (Niltinho Tristeza-João Nogueira)
    Ê BAIANA (Fabrício da Silva-Baianinho-Ênio Santos Ribeiro-Miguel Pancrácio)
    NOS COMBATES DA VIDA (Dona Ivone Lara-Delcio Carvalho)
    A VOVÒ CHICA (Jurandir da Mangueira)
    VAI VADIAR (Monarco-Ratinho)
    C/ Niltinho Tristeza-Baianinho-Dona Ivone Lara-Jurandir da Mangueira-Monarco
  1. CÂNTICO A NATUREZA (Nelson Sargento-Alfredo Português-José Bispo)
    LIBERDADE, LIBERDADE (Niltinho Tristeza-Preto Jóia-Vicentinho-Jurandir)
    BUMBUMPRATICUMBUM (Beto Sem Braço-Aluízio Machado)
    C/ Nelson Sargento-Niltinho Tristeza-Aluízio Machado
  2. TRANSFORMAÇÃO (Jurandir da Mangueira-João Vieira dos Passos)
    MAS QUEM DISSE QUE EU TE ESQUEÇO (Dona Ivone Lara-Hermínio Bello de Carvalho)
    PASSADO DE GLÓRIA (Monarco)
    TRISTEZA (Haroldo Lobo-Niltinho Tristeza)
    C/ Jurandir da Mangueira-Dona Ivone Lara-Monarco-Niltinho Tristeza
  3. TALENTO E SACRIFÍCIO (Luiz Grande-Barbeirinho do Jacarezinho-Marquinhos Diniz)
    RAIO DE LUAR (Nei Lopes-Dauro do Salgueiro)
    FALSO AMOR SINCERO (Nelson Sargento)
    CONSELHO (Élton Medeiros-Kleber Santos)
    C/ Luiz Grande-Dauro do Salgueiro-Nelson Sargento-Élton Medeiros
  4. MINHA FILOSOFIA (Aluízio Machado)
    AGONIZA MAS NÃO MORRE (Nelson Sargento)
    VOU PARTIR (Nelson Cavaquinho-Jair do Cavaquinho)
    C/ Aluízio Machado-Nelson Sargento-Jair do Cavaquinho

Ficha Técnica
Produtor fonográfico: Carioca Discos
Produção artística. Paulinho Albuquerque
Produção executiva: Marcelinho Moreira e Ovídio Brito
Arranjos e Direção Musical: Cláudio Jorge e Wanderson Martins
Técnicos de gravação e mixagem: Rodrigo Lopes e Guilherme Reis
Auxiliares de estúdio: Pedro Burolicauser e André Coelho
Agradecimentos: A todos os músicos e coristas que participaram deste projeto. A Zé Luiz e Nei Lopes, pela força.
Músicos:
Carlinhos Sete Cordas – violão sete cordas
Cláudio Jorge – violão
Wanderson Martins – cavaquinho
Marcelinho Moreira – percussão
Ovídio Brito – percussão
Armando Marçal – percussão
Gordinho – percussão
Coro – Mart´nália, Analimar. Ary Bispo, Jurerna de Cándia, Viviane Godói, Marcelinho Moreira, Ovídio Brito e Copacabana
Gravado e mixado em Pro Tools 24 Mix nos Studios Discover – Rio de Janeiro
Masterizado por Oficina de Áudio e Vídeo
Fotos: Bruno Veiga