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Sucessos de Zé Kéti – 1967

2 abr, 2017 | Álbuns

A MOCAMBO se orgulha por entregar ao público o primeiro LP do compositor ZÉ KÉTI.

José Flores do Jesus, carioca do lnhaúma, com mais do 40 carnavais, funcionário “barnab” do I.A P.T.E.C. e hoje um dos mais importantes e discutidos compositores brasileiros.

Sua música se identifica com a alma simples do povo e fala a sua linguagem. A linguagem musical de ZÉ KÉTI não é apenas a “voz do morro”, é a voz do povo, dos oitenta milhões de “compositores” brasileiros, todos autores de “Opiniào”, “Diz que fui por ai” e dessa maravilhosa “Mascara regra”, que a maior festa popular do mundo consagrou.

Aqui estão alguns dos sucessos passados e outros futuros do compositor ZÉ KÉTI (alguns com parceiros) na voz do proprio autor, o que lhes dá toda a autenticidade e originalidade.
contracapa do LP

SUCESSOS DE ZÉ KÉTI foi lançado inicialmente pelo selo pernambucano Mocambo (esse LP), da fábrica de discos Rosenblit. Foi relançado pela Passarela (LP) e pela InterCD Records (CD/2000).

É um disco muito bom, um clássico da nossa música popular. Temos o sambista em onze composições próprias, sucessos como: “Acender as velas” samba que cantava a dura realidade dos morros cariocas desde aquela época: “Acender as velas/ Já é profissão/ Quando não tem samba/ Tem desilusão”

“Opinião”. Em 1964, ao lado de Nara Leão e João do Vale apresentou-se no Show Opinião, um dos primeiros gritos artísticos de protesto contra o regime militar. Neste show, lançou esse samba: “Podem me prender/ Podem me bater/ Podem, até deixar-me sem comer/ Que eu não mudo de opinião/ Daqui do morro/ Eu não saio, não”

“Mascarada” (c/ Elton Medeiros) que em minha modesta opinião, é um dos sambas mais lindos que conheço: “Vejo agora esse teu lindo olhar/ Olhar que eu sonhei/ E sonhei conquistar/ E que num dia afinal conquistei, enfim”

“Máscara negra” (c/ Pereira Mattos), samba que foi o grande sucesso do carnaval de 1967. A marcha composta por Zé Ketti se tornaria uma das grandes músicas cantadas por Dalva de Oliveira, e um dos últimos êxitos populares de ambos. Vencedora do carnaval daquele ano, a canção contava a antiga história dos laços amorosos entre Pierrôt, Colombina e Arlequim. A diferença é que nos versos de Zé Ketti a história ganhava contornos líricos e suaves, aproveitando-se do grande talento do compositor. Além disso, Zé Ketti corrigia um erro histórico e dava nova chance a Pierrôt, fazendo com que Arlequim fosse o rejeitado dessa vez. Máscara negra é uma das mais belas músicas de carnaval já escritas, provando toda a essência poética do trabalho de Zé Ketti, que jamais mascarou os problemas do seu povo, mas também não deixou de iluminá-los com seus sambas e suas atuações. “Quanto riso, oh, quanta alegria!/ Mais de mil palhaços no salão/ Arlequim está chorando pelo amor da Colombina/ No meio da multidão”

Zé Ketti é um dos “Orixás” do samba, com certeza.

Marcelo Oliveira

Face A
1 – PRECE DE ESPERANÇA – M. Rancho – (Zé Kéti) 3.35
2 – VIVER! – M. Rancho – (Zé Kéti) 2.36
3 – MASCARA NEGRA – M. Rancho – (Zé Kéti – Pereira Mattos) 3.26
4 – CICATRIZ – Samba – (Zé Kéti – H. Bello do Carvalho) 3.10
5 – OPINIÃO – Samba (Zé Kéti) 2.25

Face B
1 – MASCARADA – Samba – (Zé Kéti – Helton Medeiros) 2.25
2 – POEMA DE BOTEQUIM – Samba – (Zé Kéti) 2.14
3 – QUEIXA – Samba-Rancho – (Zé Kéti – Sidney Miller – Pauto Thiago) 2.05
4 – O FAVELADO – Samba – (Zé Kéti) 1.40
5 – VESTIDO TUBINHO – Samba – (Zé Kéti) 2.12
6 – DIZ QUE FUI POR AI – Samba – (Zé Kéti – H. Rocha) 2.05