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TERREIRO GRANDE E CRISTINA BUARQUE CANTAM CANDEIA – 2010

1 abr, 2017 | Álbuns | 0 Comentários

Existem artistas cujos tentáculos de Chronos são incapazes de contê-los. Perpassam anos, décadas, séculos e suas obras continuam sensibilizando as novas gerações, desafiando o tempo. A cada releitura, descobre-se algo novo, em sintonia com o momento, e, desse modo, tem-se a certeza de que a perenidade, de fato, é a grande marca da modernidade.

Entre os seletos compositores da Música Popular Brasileira, está, sem dúvida, Antônio Candeia Filho. Versátil, Candeia explora, com maestria, as três grandes vertentes da música das escolas de samba do Rio de Janeiro: o partido-alto, o samba de terreiro e o samba-enredo, além de enveredar, com reconhecida competência, por outras searas de matizes afro-brasileiros, como o jongo, o caxambu, o maculelê, o afoxé, o samba-de-roda e por aí afora.

Em boa hora, a inesgotável Cristina Buarque e o Terreiro Grande subiram ao palco do FECAP, em São Paulo, e, por três noites de fevereiro de 2009, transformaram a ribalta da Liberdade na varanda da rua Marependi, rua circular (como muitos rituais africanos) de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, onde residiu Candeia nos últimos anos de sua curta trajetória. Na ocasião, tive o prazer de lançar a 3ª edição de “Candeia, Luz da Inspiração” editora Almádena, aumentada e contendo um CD com mais de duas dezenas de músicas inéditas. Foram apresentações memoráveis! De tal forma que se percebiam resfôlegos de prazer em cada rosto, à saída do teatro. Para fixar aquele momento instante mágico, Zeca Ferreira, filho da cantora, brinda-nos com este CD, em que as músicas até então inéditas somam-se ao repertório gravado e nos apresentam, com fidelidade, com espontaneidade, um Candeia verdadeiro. Os atores (cantores e músicos) manejam rimas e ritmos com despojamento e alegria. Há de se ressaltar, também, a cadência, a “levada” dos sambas, bem ao gosto do homenageado.

Parabéns, Cristina! Parabéns, Terreiro Grande! De tão grandes, vocês embarcaram nas asas da Águia e transpuseram o subúrbio de Oswaldo Cruz, aconchegante ninho da Portela, para qualquer lugar do planeta.

João Batista M. Vargens
encarte do CD

1. Samba da antiga Candeia Viver Candeia Canção da liberdade Candeia 2. Nova escola Candeia Dia de graça Candeia Falsa inspiração Candeia 3. Vem pra Portela Candeia e Coringa O ideal é competir Candeia e Casquinha Portela é uma família reunida Candeia e Monarco 4. Brasil panteão de glórias Candeia, Bubú, Casquinha e Waldir 59 Riquezas do Brasil Candeia e Waldir 59 5. Saudade Candeia e Arthur Poerner Peso dos anos Candeia e Walter Rosa Os lírios Candeia

6. Samba na tendinha Candeia Que me dão pra beber Candeia Meu dinheiro não dá Candeia e Catoni 7 Miragens do deserto Candeia Ilusão perdida Candeia e Casquinha Já sou feliz Candeia Não é bem assim Candeia 8. Magna beleza Candeia e Waldir 59 Amor oculto Candeia e Picolino Não se vive só de orgia Candeia Deixa de zanga Candeia 9. Prece ao sol Candeia A hora e a vez do samba Candeia 10. Brinde ao cansaço Candeia

Independente, CD
Ficha técnica CD
Produção Zeca Buarque Ferreira
Transcrição Alberto Ranellucci
Mixagem e masterização Mario Gil/ Home Studio
Projeto gráfico Paulo Emílio
Fotos Marina Fraga
Foto capa Walter Firmo
Tratamento de imagem Maya Zalt