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VADICO – EVOCAÇÃO III – 1979

21 mar, 2017 | Álbuns | 0 Comentários

Vadico, o parceiro fiel e talentosíssimo de Noel Rosa. Se Noel Rosa era o poeta da letra, Vadico era o “Apolo” da música. Sua lírica além de apaixonar remete o ouvinte a outros universos nunca dantes musicados. Vadico morreu antes de completar 52 anos, em 1962, depois de ter nascido no mês de junho no dia 24, no ano de 1910, para receber a identidade-estatal de Oswaldo Gogliano, e criar a nominalização estética, Vadico, Em 1932 se encontra pela primeira vez com o bom amigo, Noel Rosa, a dupla multifacetada da música brasileira. Ironia além do capitalismo fonográfico. Vadico que gravou em três gravadoras da indústria fonográfica, Continental, Phillips e Columbia, tem agora uma histórica gravação na Eldorado em forma de produção independente. Mas deixemos de coisas e vamos à carta publicada em 22 de janeiro de 1976 no Jornal da Tarde de São Paulo, por seu irmão Dirceu Gogliano, com o título:

12

Estúdio Eldorado – 17.79.0337, LP
por.: Marcelo Oliveira

A Vadico o que é de Vadico.

“Sr.“ Justa a homenagem prestada a Noel Rosa no programa “Noel Rosa Especial”, levado ao ar por uma TV do Rio em 18 de dezembro passado. Estranhável, porém, o fato de que, sendo Noel Rosa de elevados números de composições, sempre que em Rádio e TV se fala algo sobre Noel Rosa, as peças constantes de tais programas não são de sua autoria.
Assim é que no programa surgiram “Feitiço da Vila” (como fundo musical), “Pra que mentir”, “Conversa de Botequim”, “Só pode ser você”, “Feitio de Oração”, músicas escritas por meu irmão Oswaldo Gogliano (Vadico). Durante a apresentação, ouvi frases como esta: “Noel é que endireitava a música e não queria botar o nome dele. Porque tem muito autor aí que eu sei que a música é de Noel inteira”. Em seguida a essas expressões, a execução de “Conversa de Botequim”, composição musical de Vadico.
Deixo de citar o nome da autora das expressões, porquanto não é meu feitio atingir quem quer que seja. Além do mais, não há, nesta missiva, outra intenção senão a de estabelecer a verdade dos fatos. Foi infeliz a produção do programa: a execução de uma peça musical de Vadico, da qual Noel participou unicamente com a letra (tenho o original impresso em meu poder), dá a entender que Vadico estaria incluído entre aqueles que Noel ajudou a compor música.
Isso posto, solicito aos Srs. a fineza de publicar, para esclarecimento público, o seguinte: não me causa admiração o procedimento de Noel Rosa. Pessoa de coração bem formado, sentia prazer em colaborar, auxiliando compositores de diminutas possibilidades, caso que não se aplica a Vadico. De fato, não me causa surpresa, pois, decorridos quase quarenta anos de falecimento de Noel, há ainda muita gente fazendo música ruim. Como se vê, sua colaboração em favor daqueles que dele necessitavam era um ato de humanidade, mais do que de arte.
Assim como Noel, com seu talento ímpar, não precisava de pessoa alguma para escrever seus versos, Vadico dispensava qualquer ajuda quando se dispunha a escrever música. Essa afirmativa não é apenas minha, mas de vários de seus colegas de São Paulo e do Rio, pessoas da maior capacidade musical.
Relativamente a “Feitio de Oração” e “Feitiço da Vila”, tal é o atrativo dessas composições que seu aspecto puramente musical que, segundo elementos comprobatórios que coloco à disposição dos Srs., essa peças têm sido executadas em mais de vinte países”.
Dirceu Gogliano, Capital.
encarte do LP

Os trabalhos de Vadico, retratados com fidelidade às intenções que o autor marcou em seus originais, hão de surpreender a muitos, apesar de serem célebres. Não fosse o encanto que algumas de suas melodias vêm exercendo sobre gerações e gerações – independentemente dos versos a que se juntaram – seria ele um compositor do qual se poderia hoje, dizer, sem erro: “Vadico esse desconhecido”.
Dada a maneira como a música dita popular é utilizada e vivenciada pelo público, é sabido que os compositores do gênero pressupõem, usualmente para suas obras, ampla liberdade de adaptação a instrumentos, conjuntos e intérpretes. Limitam-se alguns melodistas a sugerir, por cifragem, acompanhamento e harmonia sem defini-los precisamente.
Não é esse o caso de Vadico – e isto o público certamente desconhece.
Cultivando largamente o samba-canção, é claro que o fato de dentinas muitas de suas obras ao canto enseja, por si, formas variadas de acompanhamento instrumental ou de conjunto. Pianista, porém era na intimidade do seu instrumento que ele criava e foi sempre para o teclado que fundiu originalmente as suas peças despreocupado, por vezes, de que viessem a ser cantadas. O fino lavor de suas partituras mostra um autêntico compositor de escola, no sentido integral do termo, que elaborava melodia e harmonia com a meticulosidade de um artesão.
Mestre da inventiva melódica, afastava-se do banal por índole própria, sublinhando o desenho melódico com acordes de genial criatividade. Dentro da harmonia clássica dominou todos os recursos e os artifícios com que os modernos a trabalham. Orientou sempre a própria originalidade pelo conhecimento das leis de música sem nunca deixar de falar á alma popular, nem perder o inconfundível caráter brasileiro.
Nas partituras de piano, escreve um tipo de acompanhamento ritmico-harmônico que realça especialmente um riquíssimo movimento de vozes intermediárias, fazendo sobressair aí um trabalho verdadeiramente polifônico que se torna quase tão relevante quanto a melodia. Vê-se, pelos textos, que seus objetivos eram sempre claros e conscientes: nada há neles de gratuito ou casual. Por isso, diz seu irmão, Dirceu Gogliano, também músico e compositor: “É lastimável que suas composições sejam alteradas, empobrecidas, quando em mãos de intérpretes que amiúde ignoram as concepções artísticas do autor. Desconhecendo preceitos estéticos e leis musicais de que Vadico não se afastava, certos intérpretes invertem intervalos melódicos, acrescentam a suas frases musicais notas que ele não escreveu, como se isso fosse natural no seu caso, e como se não se estivesse diante de escrita cuidada e intencional. A estrutura e os detalhes de suas composições eram, para ele, sagrados e intocáveis”.
Oswaldo Geogliano, Vadico, nasceu em 24 de junho de 1910, na rua Vasco da Gama, no Brás, em São Paulo, filho de brasileiros. Seus estudos de piano e teoria musical se iniciaram com Jesuína do Carmo Ribeiro. Conta seu irmão, Dirceu: “Era dos tais músicos natos, trazia, desde pequeno, notável sensibilidade artística e um extraordinário senso de estética musical, que é incomum em idade tenra. Começou a escrever música aos 18 anos, época em que se reunia em casa parentes e amigos, com os quais organizava uma pequena orquestra. Foi por essa ocasião que compôs a marcha ‘Isso Mesmo é Que Eu Quero’, com versos seus, vencendo com ela um concurso de música popular”.
Depois disso, diz Lúcio Rangel, no livro “Sambistas e Chorões”, deixou, um dia, seu emprego de datilógrafo e , dedicando-se à vocação, foi tocar como profissional em hotéis de Poços de Caldas. Temporadas, então, se sucederam nessa e em outras cidades balneárias.
Conta, ainda, o irmão do compositor: “Não posso precisar a data, mas creio que em 1929 incluiu-se no primeiro filme sincronizado feito no Brasil, intitulado ‘Acabaram-se os Otários’, um samba para o qual Vadico fez letra e música, denominado ‘Deixei de Ser Otário’. Participaram do filme artistas famosos de então, como Genésio Arruda, Tom Bill e Vincenzo Caiaffa”
“A musica que mais tarde recebeu o nome de ‘Feitio de Oração’ foi composta por volta desta época, em São Paulo, quando morávamos na rua Maria Domitila. A letra como se sabe, foi escrita depois, por Noel, no Rio, nota-se na peça grande maturidade, Vadico era já excelente orquestrador”.
Em 1930, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde se lhe abriu campo para relações com músicos e colaboradores importantes em sua obra. Entre eles, o inspirado compositor paulista Eduardo Souto, que, mais tarde, o apresentou a Noel.
O jornal “Correio da Manhã” patrocinou, em 1932, um concurso de músicas para o Carnaval: Vadico apresentou o samba “Silêncio”, com letra também sua, colocando-se em primeiro lugar nessa categoria, tendo Eduardo Souto vencido na de marchas e Ismael Silva na de canções.
“Essa música, segundo jornais do Rio, bateu concorrentes fortes, de autores já famosos” conta seu irmão. “Dizem os cronistas que ela abriu a Vadico todas as portas ao meio musical carioca. Tenho, em minha residência, no bairro do Ipiranga o belo troféu que ele então recebeu do jornal. “Silêncio” foi sucesso na revista “Bibelot de Chocolat”, não tendo sido, porém, como pensam alguns, sua primeira obra a ser gravada em disco. A primeira foi o sambo ‘Arranjei Outra`, música e letra suas, que compôs quando ainda residia em São Paulo, com a colaboração literária de Dan Malio Carneiro. Vadico enviou a partitura para o Rio, onde foi gravada pela Odeon, com Francisco Alves.
Encontrou-se pela primeira vez com Noel Rosa em 1932, no intervalo de uma gravação que fazia com Francisco Alves, em um estúdio da Odeon. Lúcio Rangel apresenta depoimento do próprio compositor, que conta haver, num intervalo dos trabalhos, executado ao piano uma de suas composições, para que Eduardo Souto ouvisse, este ficou fascinado com ela, segundo palavras de Vadico. Terminada a gravação Souto voltou acompanhado de Noel, que Vadico só conhecia de nome e pediu que tocasse de novo o samba de que tanto gostara. Noel se entusiasmou de imediato e Souto sugeriu a colaboração entre os dois. “Dias depois – diz Vadico – minha música recebia o título de “Feitio de Oração” e seria gravada no mesmo mês pelos cantores Francisco Alves e Castro Barbosa, demos início á nossa parceria”.
É ainda o compositor quem nos revela como surgiu “Feitiço da Vila”, conforme registro de Henrique L. Alves, em seu livro “Sua Excelência, o Samba”. “A música vei primeiro e me recordo exatamente de quando a executei, pela primeira vez, para Noel – diz Vadico. Foi em casa deste, durante visita que lhe fez o poeta. Após ouvir o samba composto dias antes, Noel improvisou uns versos, como rascunho. Alguns dias depois, entregou a Vadico a letra definitiva, dando-lhe o título de “Feitiço da Vila”. Em 1933 obteve o primeiro lugar em concurso promovido pela Rádio Educadora Paulista, com o samba “Minha Vida Melhorou”, versos seus. Apesar do caráter jocoso destes, a partitura a partitura encerra a costumeira riqueza de construção harmônica, mas com cores nitidamente melancólicas prova de que, quando livre para dispor de notas e de palavras a seu gosto, a música estava, para ele, em plano mais importante, como objeto de elaboração. O trabalho pianístico da peça conserva a mesma fina simplicidade que é apanágio apenas dos mestres.
Tornou-se conhecidíssimo nos meios musicais, dominando, além da composição e do piano, orquestração e arranjo, o que atraiu para si boas oportunidades, valendo-lhe a colaboração poética de Jarbas Mello, Herberto Salles, Edson Borges, Raul Barreto, Aloysio de Oliveira, Nestor Amaral, Celina Ferreira, Moreira da Silva, Marino Pinto, David Nasser e Vinícius de Moraes.
Partiu para os Estados Unidos com a orquestra de Romeu Silva, em 1939, para tocar no Pavilhão do Brasil na Feira Mundial de Nova York. Radicou-se naquele país por 15 anos. Lá estudou Harmonia, Contraponto, Composição Musical, Orquestração e Regência com o célebre Mario Castelnuovo-Tedesco, compositor erudito de projeção mundial.
Sua atividade, na Califórnia, junto aos estúdios cinernatográficos, foi intensa. Seu talento em setores diversos da música abriu-lhe grandes perspectivas, trabalhou durante anos para filmes e “shows” de Carmen Miranda e para inúmeras produções sobre o Brasil e muitas outras, inclusive como regente! A partir de 1950, passou a dirigir a orquestra da Companhia de Bailados de Kutherine Dunham, que se dedicava a “ballets” folclóricos, especialmente africanos. Com ela percorreu países da Europa e, depois, vários da América Latina, incluindo o Brasil. Em nosso continente, trabalhou com grande orquestra sinfônica, corno regente e orquestrador, acompanhando os “ballets”, em Mar del Plata, orquestrou peças para a Sinfônica de Chicago, encarregada, ali de acompanhar os espetáculos da Dunham.
Depois de retornar aos Estados Unidos, por mais três anos, tendo deixado em 1951 a Companhia, regressou ao Brasil em 1954. Fixando-se no Rio de Janeiro. Constituiu família, à qual foi sempre dedicado, possuidor que era de um temperamento afável, poético mesmo, como bem o mostram, por exemplo, dois trechos seus, desconhecidos de muitos as duas introduções que escreveu para “Antigamente” composta no Rio em 1956, com Jarbas Mello, na qual estão presentes sutilezas de toda ordem aliadas a invejável capacidade de despojamento.
Conta, ainda, Dirceu, seu irmão “A crônica especializada conferiu um prêmio de melhor orquestrador das gravações surgidas durante o ano de 1955, no Rio. Vadico foi o escolhido, recebendo o troféu ‘Disco de Ouro’, atualmente guardado em casa de minha irmã, Ruth Almeida Gogliano, em São Paulo”. Trabalhou para o Phillips, a Continental, a Columbia, entre outras gravadoras.
Vadico morreu em 11 de junho de 1962, pouco antes de completar 52 anos. Seu irmão revela algo curioso: “Ao sair de casa, naquele dia pela manhã disse lacônico e misteriosamente ‘Hoje eu não volto’, ao que ninguém, evidentemente, deu atenção. Foi ao estúdio da Columbia trabalhar, regendo a orquestra para uma gravação. Durante o ensaio da peça que ia ser gravada em seguida, sentiu-se mal, vítima de um ataque cardíaco. Seus amigos o colocaram num táxi e a caminho do hospital, faleceu”.
Seus trabalhos como compositor popular vão a cerca de oitenta. No gênero erudito, que também cultivou, escreveu, entre outras, “Adagio”, “Sonatina”, “Prelúdio e Fuga”, “Pingos de Chuva” e vários Prelúdios, todas para piano. Sobre versos de Cleômenes Campos, compôs “Cantiga Sentimental”.
Dirceu Gogiiano observa: “Como irmão e músico, eu e meus familiares estamos entristecidos ao esquecimento de seu nome em benefício do de parceiros e o desvirtuamento de suas partituras finamente concebidas, prejudicando um trabalhador sério, que tudo fez para enriquecer a arte popular, afastando-a sempre daquilo que pudesse vulgariza-la.
ARNALDO JOSÉ SENIZE
encarte do LP

  1. FEITIO DE ORAÇÃO
    (música: Vadico – letra: Noel Rosa)
    Solista: MÁRCIO MONTARROYOS (flug)
  2. PRECE
    (música: Vadico – letra: Marino Pinto)
    Solista: DOMINGUINHOS (acordeon)
  3. NÊGO
    (música: Vadico – letra: Marino Pinto)
    Solista: RAUL DE BARROS (trombone)
  4. CHORO EM FÁ MAIOR
    (Vadico)
    Solista: AMILSON GODOY (piano)
  5. PRÁ QUE MENTIR
    (música: Vadico – letra: Noel Rosa)
    Solista: ROBERTO SION (sax-alto)
  6. SEMPRE A ESPERAR
    (música: Vadico – letra: Vinícius de Moraes)
    Solista: RAUL DE BARROS (trombone)
  1. FEITIÇO DA VILA
    (música: Vadico – letra: Noel Rosa)
    Solista: EDU DA GAITA
  2. JULGAMENTO
    (música: Vadico – letra: Marino Pinto)
    Solista: MÁRCIO MONTARROYOS (trumpete)
  3. CHOPP
    (Vadico)
    Solista: AMILTON GODOY (piano)
  4. GUANABARA
    (música: Vadico – letra: Aloysio de Oliveira)
    Solista: ROBERTO SION (sax-alto)
  5. SÓ PODE SER VOCÊ
    (música: Vadico – letra: Noel Rosa)
    Solista: DOMINGUINHOS (acordeon)
  6. CONVERSA DE BOTEQUIM
    (música: Vadico – letra: Noel Rosa)
    Solista: HERALDO (cavaquinho)

FICHA TÉCNICA

Produtor Fonográfico: ESTÚDIO ELDORADO LTDA.
Coordenação Artística: ALUÍZIO FALÇÃO
Direção de Produção: ANTONIO DE VINCENZO
Arranjos e regências: THÉO DE BARROS e EDSON JOSÉ ALVES
Técnicos de gravação: FLAVIO A. BARREIRA, JOSÉ LUIZ COSTA e LUIZ CARLOS BATISTA
Técnicos de mixagem: FLAVIO A. BARREIRA e LUIZ CARLOS BATISTA
Gravação no Estúdio Eldorado em agosto/setembro 79
Direção de arte: ARIEL SEVERINO
Capa: SEVERINO
Diagramação e montagem: FLÁVIO MACHADO

MÚSICOS

FEITIO DE ORAÇÃO
Arranjo: Théo de Barros
Piano e piano Fender: Décio Cascapera
Baixo: Gabriel
Bateria: Pirituba
Violão: Théo de Barros
Flauta em sol: Carlos Alberto
Flauta baixa: Grace Busch
Corne Inglês: Francesco Pezzella
Trompa: Daniel Havens
Cordas *

PRECE
Arranjo: Théo de Barros
Cravo: Décio Cascapera
Baixo: Gabriel
Coral: Denilson, Luizinho, Théo, Tânia e Vera
Cordas *

NÊGO
Arranjo: Edson José Alves
Piano base e piano solo: Amylson Godoy
Baixo: Roberto Marialva
Bateria: Dirceu
Violão: Edson José Alves
Trompa: Daniel Havens

PRÁ QUE MENTIR
Arranjo: Théo de Barros
Violão: Théo de Barros
Piano: Décio Cascapera
Guitarra: Heraldo
Trompa: Daniel Havens
Flauta em sol: Carlos Alberto
Flauta baixa: Grace Busch
Cordas *

SEMPRE A ESPERAR
Arranjo: Edson José Alves
Piano: Amylson Godoy
Baixo: Gabriel
Bateria: Dirceu
Violão: Edson José Alves
Guitarra: Edson José Alves
Trompa: Daniel Havens
Cello: Shinji Ueda

FEITIÇO DA VILA
Arranjo: Edson José Alves
Piano, piano Fender e celeste: Décio Cascapera
Baixo: Gabriel
Bateria: Dirceu
Violão: Edson José Alves
Flauta: Edson José Alves
Cordas *

JULGAMENTO
Arranjo: Edson José Alves
Piano: Amylson Godoy
Baixo: Roberto Marialva
Bateria: Dirceu
Guitarra: Edson José Alves
Violão: Edson José Alves
Ganzá: Pirituba
Quarteto de flautas: Edson José Alves

GUANABARA
Arranjo: Théo de Barros
Piano, piano Fender e celeste: Décio Cascapera
Baixo: Gabriel
Bateria: Pirituba
Guitarra: Eraldo
Vibrafone: Décio Cascapera
Flauta em sol: Carlos Alberto
Flauta baixa: Grace Busch
Cordas *

SÓ PODE SER VOCÊ
Arranjo: Théo de Barros
Violão: Théo de Barros
Cravo: Décio Cascapera
Corne Inglês: Francesco Pezzella

CONVERSA DE BOTEQUIM
Arranjo: Edson José Alves
Piano e piano Fender: Amylson Godoy
Baixo: Gabriel
Bateria: Dirceu
Violão: Edson José Alves
Guitarra: Edson José Alves
Flauta: Edson José Alves
Ganzá: Pirituba

Cordas *
Violinos: Elias Sion
Caetano Finelli
Oswaldo Sbarro
Jorge Gisbert Izquerdo
Aldino Nuñez
Loriano Rabarchi
German Wajnrot
Violas: Michel e Verebes
Johanes Oeisner
Cellos: Calixto Corazza
Paulo Taccetti
Shinji Ueda