Raízes da Mangueira 1973, LP - Discos Copacabana

Raízes da Mangueira // 1973, LP - Discos Copacabana

Raízes da Mangueira - 1973ESTE DISCO É UM TESOURO

A ideia de fazer um LP com músicas da Mangueira não é de ninguém, é do povo e de toda gente que ama o samba e que, obviamente, ama ‘A Mais Querida”. Então, o que foi que a produção desde disco da COPACABANA realizou? Traduziu com carinho e entusiasmo a vontade geral.

Reunidos alguns dos maiores compositores da Mangueira, o trabalho de seleção musical foi dificílimo. Nós queríamos colocar no disco os sambas mais bonitos que a Mangueira já deu ao público. Mas o disco tem somente 12 faixas e a Mangueira tem muito mais que 200 joias musicais, todas elas dignas de uma seleção. Então, selecionamos 11 e mais algumas, reunidas em um “pout-pourri” que, aliás, é a primeira faixa do disco. […]

Estou convencido que este LP será o primeiro de uma série, porque o que ficou de fora em termos de música, “não esta no gibi”.

Vamos ouvir esse disco e curtir de perto o calor dos sambas sensacionais que ficaram gravados para a posteridade. A meu ver, o que vocês tem em mãos não é bem um disco e sim um depoimento redondo, em forma de samba, de um dos maiores tesouros da música popular brasileira: A Estação Primeira de Mangueira.

JOÃO ROBERTO KELLY
(Rio da Samba)

RAÍZES DA MANGUEIRA

Isso tinha que acontecer. Raízes da Mangueira é mais que um LP. É uma jogada pá legal mesmo. Aqui estão reunidas composições do que há de melhor e de mais autêntico na mais querida escola de samba de todos os tempos. Mas também não há dúvidas de que a verde-rosa tem muito mais a dar. Porque a velha “Manga” é inesgotável. E, possivelmente, depois desta jogada, outras obras de bons pagodeiros da Estação Primeira serão lançados em cena.

É aqui – e é assim – que o samba caminha para a sua verdadeira posição diante do povo. Muitas coisas boas como as que se encontram em ‘Raízes da Mangueira‘, já era conhecida. Mais conhecida apenas dentro de um círculo fechado, de privilegiados. Acontece que o samba tem direito a um público muito maior, no Brasil e no mundo.

O trabalho desses poetas populares tem que possuir lugar garantido nas discotecas das pessoas de bom gosto musical. Não precisa ser um pagodeiro autêntico para “checar” o assunto, porque o micróbio do samba esta contaminando com facilidade aqueles que pensavam permanecer imunes ao nosso mais gostoso ritmo – o samba.

Raízes da Mangueira tem o sabor verde-rosa. Suas músicas, bem selecionadas, ouvidas com atenção vão fazer muita gente sacudir a carola com vontade. Morem no embalo. Confiram e depois me digam se é ou não pá legal.

WALDINAR RANULPHO

Faixas:

A1. POUT-POURRI
Capital do Samba
José Ramos
Exaltação à Mangueira
Enéas Brites/Aloisio Augusto da Costa
A Mangueira é Muito Grande
Ataliba
Sempre Mangueira
Nelson Cavaquinho/Geraldo Queiroz
Semente do Samba
Hélio Cabral
Boa Noite
Padeirinho

A2. Rio Antigo
Hélio Turco/Cícero dos Santos/Pelado da Mangueira
p/ Jurandir da Mangueira

A3. Exaltação à Vila-Lobos
Jurandir da Mangueira/Claudio
p/ Jurandir da Mangueira

A4. Jequitibá do Samba
José Ramos
p/ Xangô da Mangueira

A5. Itapoan
Prego
p/ Xangô da Mangueira

A6. Alegria
Cartola


B1. Mangueira
Xangô da Mangueira
p/ Jurandir da Mangueira

B2. A Mangueira Não Morreu
Jorge Zagaia
p/ Jorge Zagaia

B3. Casa Grande e Senzala
Zagaia/Comprido/Leléo
p/ Jorge Zagaia

B4. Cântico à Natureza
José Bispo/Nelson Matos/Agenor Lourenço
p/ Sobrinho

B5. Estou Vivendo na Floresta
Babaú/Chiquinho
p/ Babaú da Mangueira

B6. Tenha Pena de Mim (Ai, Meu Deus)
Cyro de Souza/Babaú
p/ Babaú da Mangueira

P.S. áudio playlist formato mp3/320Kbps

P.S. imagem no topo: Contracapa do LP

Relacionados:

1 pensamento em “Raízes da Mangueira 1973, LP - Discos Copacabana

  1. Fiquei super emocionado ao ver a foto da capa, é show, simplesmente sensacional. Fico imaginando aquela cena da foto, naquele tempo, só pagodeiro de primeira.
    Sou de 1953, pau de arara do Maranhão, terra de Alcione, Wilson de Assis e outros. Cheguei a fazer parte da ala de compositores do Jacarézinho (anos 80, pres Monarco), da Imperatriz (anos 90, pres Luizinho Drumond e Unidos da Tijuca, Pres Francisco Horta, onde fiquei um ano e concorri para o Carnaval 98 “Centenário do Vasco da Gama”, parc, Azeitona, Roberto Guedes, Paulo do Boreu e eu J. Francisco. Ainda cheguei a escrever uma prosa com o saudoso mangueirense Geraldo das Neves num buteco da Rua do Catete, no intervalo do prog do Aldeson nas madrugadas…
    Hoje vivo às minhas origens no interior do Maranhão, terra do reggae e do forró, e eu vou curtindo meus pagodes e partidos. Muito bom nota 1000. Tomara que eu um dia consiga adquirir essa bolacha.
    Parabéns aos idealizadores.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *