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Viradouro: sambas concorrentes para o carnaval 2018

por | maio 23, 2017 | Disputas de Samba | 0 Comentários

Enredo – Vira a cabeça pira o coração. Loucos gênios da criação

Os compositores interessados na publicação dos sambas no sambaderaiz é só enviar o arquivo de áudio em mp3 e a letra para o e-mail marcelo@sambaderaiz.net, que terei o maior prazer em divulgar suas obras. Desde já agradeço, bem como, desejo boa sorte na disputa.

SINOPSE

Chegou tua hora, Viradouro! Grita forte para desestabilizar o cotidiano da razão. É tempo de virar o mundo todo! Momento de criar, de novo, carnavalizando para o povo, no desordenado reino da imaginação, estes loucos gênios da criação.

Abraça os magos doutores da erudição! Trova forças e matizes em explosão prisma multicor, sela o chão deste asfalto com línguas de cientistas malucos alucinados, e delira com o mensageiro das estrelas precursor! Redescobre a energia, a luz, a comunicação e exalta, Viradouro, a inventividade e a idealização! Grita o eureka! ensandecido dos inventores e a persistência da memória das invenções, pois se é desde a criação de Adão que, de louco, todos temos um pouco, divaga para essa gente os gênios doidos e seus devaneios de realizações!

Viradouro 2018 Vira a cabeça pira o coração. Loucos gênios da criação

Enlouquece, Viradouro! Vira d´ouro nesta avenida o teu próprio tesouro! Brinca as glórias dos louros das obras de uns Vinci a Trinta numes loucos! Vai aos céus declamando Ícaro, balões, voos de emoção! Persegue, junto deles, no caos, o cosmo, e descobre o teto do firmamento graças ao Santos que deu asas à imaginação! Canta as inspirações loucas que recitam a ambição do apogeu da racionalidade e da sua irmã insanidade. Ah, e para quem duvida aquele Trinta também cientista, quão errante é quem ignora a quimera que ciência é, da arte, um espelho de mesma matéria?

Então, inspire-se, comunidade! Conjura, Viradouro, grandes alquimistas da ficção! Sábios insanos que (re)criaram a excentricidade da vida na ficcionalidade. Saudemos a sétima arte e o humor, das músicas, o compositor, e o monstro de Frankenstein, o doutor. Devotos quixotescos do moinho de fantasia, fiemos rosários para bispos incompreendidos, sambemos com chapeleiros e rainhas, e com um bruxo e seu alienista.

Louvemos fantasmas da dinamarquesa realeza, gentileza que gera gentileza, curvando-nos a essa amalucada nobreza! Mestres tresloucados que brindam à promiscuidade do beijo da mentira na verdade. Criar (n)a loucura não seria assim jogo irracional entre sensatez, emoção e um delirar sem fim?

É, aqui, enfim, na Apoteose da utopia, o encontro daqueles artesãos da loucura da criação com a felicidade da alegria. Frente à explosão de poesia, abrem-se os pavilhões para os fanáticos pela folia. Venham, Mestres, celebrar, pela Viradouro, nossa paixão, fascínio que vira a cabeça e pira o coração! Venerá-la tal qual um Pierrot que de euforia enlouquece sonhando que, possível, o impossível lhe parece. Amá-la neste mundo de galhardia, como se fosse os braços de Colombina! Sejam imperadores na avenida, vivendo tal amor com maestria! Venham jogar tudo pro alto, celebrar, perder a cabeça até o dia clarear! Sonhar a absurda feliz liberdade na ópera de rua, teatro de criatividade! Pois não seriam gêmeos a loucura e o criar do carnaval amante do amar?

E ao desfilar, Viradouro, fantasia no palco criadouro fazendo bricolagem com sonhos e bons agouros! Enobrece as criações da imaginação daqueles gênios que eram e são! Vira o espelho da dúvida olhando para si, afinal – quem sabe se, metáfora do real, no fim, loucos também não criaram o carnaval?

Autores: Edson Pereira, Clark Mangabeira e Victor Marques

ANEXO DESCRITIVO DA SINOPSE

Querido compositor,

É uma honra e uma grande alegria estar com vocês no carnaval 2018 da Viradouro. Nosso enredo trata da loucura da criação, sobre o processo criativo a partir da perspectiva de inventores que foram considerados loucos em sua época, que foram incompreendidos e que criaram invenções e teorias que mudaram o nosso mundo. O enredo focará nas criações e invenções de loucos gênios da criação de maneira desordenada, a partir do nosso reino da imaginação. O primeiro setor trará referências aos cientistas, magos doutores da erudição, que esmiuçaram o universo e nos deram descobertas como a teoria das cores (Newton), a observação do universo (Galileu), as descobertas da física moderna (Einstein), a comunicação (Graham Bell), a energia e a luz (Thomas Edson) e os músicos e suas sinfonias (Mozart e Beethoven). É importante frisar que outros gênios tiveram as sinfonias clássicas como músicas favoritas, ou seja, a música serviu, além de entretenimento, de inspiração. O setor foca no grito de eureca e na luz que vem das ideias das grandes descobertas, nos gritos de felicidade e no espanto ao se descobrir ou criar algo. Também é importante a persistência na memória das invenções, que nasceram e se imortalizaram. O segundo setor tem como fio condutor os sonhos e as invenções relacionadas ao voar, sendo que o mais importante é a figura de Santos Dumont. Passando pelo mito de Ícaro, pelos balões de Lachambre, chega-se ao brasileiro e ao seu 14 Bis. Santos Dumont lia Julio Verne, o autor de “Vinte Mil Léguas Submarinas” que, em seus livros, previu uma série de engenhocas, inclusive uma máquina de voar, o Albatroz. Assim, são estas engenhocas – e a literatura inspiradora – a ligação com o terceiro setor. O terceiro setor traz a loucura da ficção, dos autores, das obras e das personagens que são inspiradas pela ideia de loucura. O foco é alguns personagens e obras famosas, como Frankenstein, o Chapeleiro Maluco, o livro “O Alienista” de Machado de Assis, Hamlet e Dom Quixote. Fazendo a ligação com o quarto setor, citamos personagens da vida real que se relacionam com a ficção, pois seriam “loucos”. São eles o Bispo do Rosário e o Profeta Gentileza (natural de Niterói). Eles são o elo entre a realidade e a fantasia, e com o carnaval. Loucos e delirantes, eles vivem em um mundo próprio, uma ficção, suas fantasias, que também são reais, meio carnaval. O quarto setor é uma ode, portanto, ao carnaval e ao louco amor pela Viradouro. Para contar esse amor, comparamos o amor pela escola ao amor do Pierrot pela Colombina, que é intenso, louco, apaixonado. Este amor é sempre embalado pelos carnavais da Viradouro e pelas criações de artistas, loucos criadores de ilusões que passaram por Niterói. O personagem central é o carnavalesco Joãozinho Trinta, pensado como símbolo de todos os grandes nomes que passaram pela Viradouro. O grande gênio que fez a Viradouro voar alto e alcançar a vitória. Fechamos o carnaval, então, com uma ode à Viradouro, exaltando sua torcida loucamente apaixonada que por ela faz de tudo. Uma comissão de encerramento fará referência a Chaplin. O gênio da Sétima Arte será uma referência à reflexão sobre a loucura que habita em todos nós, porém atentando ao fato de que devemos tomar cuidado com a intensidade da loucura, para não nos perdermos na insanidade sem volta, destruidora, devendo, sempre, assim, enlouquecer pensando no próximo e no bem maior. Deixemos a loucura nos fazer pensar diferente, fora do lugar comum e que nos ajude a desvendar o mundo para o mundo, com humor e leveza. Para finalizar, um pequeno alerta: a seleção de “loucos gênios” não tem um ponto final. Fizemos uma seleção e peço que tomem cuidado com os nomes que constam aqui e nas referências da sinopse, pois, ao citar um, podemos nos comprometer. O tema, novamente, são os loucos gênios da criação, no geral. Assim, os mundos criados vão continuar enlouquecendo-nos com novas histórias…

Um abraço,
Edson Pereira

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